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Quem não tem foco é levado pelos imprevistos do dia a dia.

Nosso tema de hoje é foco. Se buscarmos essa palavra num dicionário, veremos que um dos significados dela é ponto de convergência, e outro é aquilo que está em evidência. Um exemplo de aplicação do foco é nas câmeras, principalmente nas profissionais. Um bom fotógrafo é capaz de influenciar profundamente nossa percepção sobre uma cena, simplesmente ajustando o foco. Ele pode destacar um único objeto, deixando esse objeto nítido, e deixar todo o resto do cenário sem nitidez, quase apagado.

Se você tem um smartphone, já deve ter percebido que, ao apontar para uma cena, o aparelho foca automaticamente no objeto que estiver mais próximo. Os celulares mais modernos também passaram a detectar rostos, e focar neles para tirar retratos com qualidade melhor. No entanto, se nunca ajustarmos manualmente a câmera, o foco será sempre o que estiver mais próximo ou o rosto de uma pessoa. Se quisermos evidenciar outra coisa, fica complicado.

Assim como numa foto, nossa percepção de um problema, de uma situação ou do nosso negócio pode mudar bastante, de acordo com nosso foco. Num mundo em constante mudança, em que somos, constantemente, estimulados por novas informações, novos produtos, novas ofertas, é preciso disciplina para manter o foco. Com a correria do dia a dia, nossa tendência é deixar nosso foco no modo automático, assim como no smartphone.

Mas esse modo é perigoso, pois nem sempre o que está acontecendo agora, aquele “incêndio” que aparece durante o dia, deve ser nosso foco. Até porque o foco deve ter base num objetivo, num propósito maior, algo que não mude rapidamente. Precisamos estar focados na nossa missão, naquilo que desejamos conquistar e que fará a diferença no mundo. É por isso que é necessário definir nossas prioridades, diariamente.

Recentemente numa conversa dentro dos encontros dos Protagonistas, Pedro Waengertner, CEO da Aceleradora ACE, falou que “o segredo do sucesso é decidir o que não fazer”, ou seja, saber onde você vai manter seu foco.

Um exercício útil nesse sentido é diferenciar o que é urgente do que é importante. Seu propósito é uma coisa importante, mas um imprevisto do dia a dia pode ser apenas urgente. A não ser que esse imprevisto afete diretamente o propósito – aí, ele se torna importante. Separando o urgente do importante, conseguiremos identificar o que é essencial, ou seja, o que gera mais resultado, aquilo que leva nosso cliente a perceber valor no que oferecemos, seja num produto ou serviço.

Como diz o americano Stephen Covey, autor do bestseller “Os sete hábitos das pessoas altamente eficazes”, devemos fazer primeiro o mais importante. É aí que deve estar o nosso foco. E, mesmo que você tenha encontrado seu propósito e esteja lutando por ele, não significa que irá priorizar sempre aquilo que é mais fácil ou prazeroso. Às vezes, é necessário montar aquela planilha no Excel, que você vem deixando para lá faz meses, para mensurar melhor seus resultados.

Priorize o que é mais importante, mantenha o foco e termine uma etapa. Só então, redirecione seu foco para a segunda tarefa mais importante. Se não, você será levado pelos imprevistos e demandas do dia a dia, não estará decidindo o futuro do seu negócio ou da sua carreira. E, se você não decidir, alguém decidirá por você.

Por Marcelo Pimenta (Menta90). Jornalista, professor e criador do blog Mentalidades.
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