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No Brasil, vivemos uma grave crise econômica, política – e moral – há pelo menos dois anos. Temos visto empresas fechando, pessoas sendo demitidas e, após todo esse tempo, o desemprego ainda está na casa dos dois dígitos. Como consequência, há muitas pessoas desestimuladas e pessimistas quanto ao futuro, tanto na vida profissional quanto na pessoal.

O problema é que esse pessimismo tende a se refletir no negócio ou na carreira de quem tem assumido o papel de vítima. Claro que os tempos estão difíceis, mas precisamos enxergar a crise por outro ângulo. Ela pode gerar várias oportunidades para inovarmos no nosso empreendimento. Quem não se lembra daquela velha frase: na crise, uns choram, enquanto outros vendem lenços?

Entenda que só você pode escolher o papel que irá assumir. A vítima pode encontrar vários argumentos, várias desculpas que a impedem de chegar ao seu objetivo. Por exemplo:

 

  • A culpa é do Governo, da política ou da economia, ou, as coisas não estão dando certo porque o cenário econômico está muito diferente. Essa tem sido a desculpa mais frequente nos últimos anos, mas até que ponto ela é verdadeira? Será que você está fazendo todo o possível para que seu negócio dê certo? Sempre podemos aprender e mudar nossos rumos e, muitas vezes, a chave para sairmos da condição de vítima está nas pequenas mudanças.

 

  • Meus clientes não me entendem. Se isso está acontecendo, converse com seus clientes e esteja atento a cada feedback que receber. Provavelmente, você está tentando vender um produto que não é interessante para aquele segmento de consumidores, ou não está sabendo comunicar sua proposta de valor, ou seja, qual o benefício que o seu produto traz.

 

  • Eu sempre fiz assim, e sempre deu certo. É maravilhoso que tenha dado certo até aqui, mas o mundo está sofrendo grandes transformações. Não que antes não houvesse mudanças, mas a diferença é que agora a velocidade das mudanças aumentou. Por isso, não há garantia de que o que funcionou no passado vá dar certo no futuro. Você precisa estar preparado para mudar constantemente.

 

  • Meu concorrente está acabando comigo. Essa é uma desculpa muito comum atualmente, já que estão surgindo startups e novos modelos de negócio inovadores. O concorrente pode estar na China, vendendo produtos muito baratos. Pode ser um Uber, um Cabify, que estão transformando o mercado dos transportes, ou um Mercado Livre, que tem impactado o varejo. Note que, hoje, temos novos players no mercado; o segredo é entender qual o seu diferencial perante eles. Seu produto ou serviço precisa entregar um valor diferenciado e percebido pelo cliente.

 

  • Não tenho tempo. Essa é outra desculpa muito comum, mas pense naqueles líderes que te inspiram. Aqui no Brasil, temos vários exemplos, como o Alexandre Costa, da Cacau Show ou o Flavio Augusto, do Meu Sucesso e da Wise Up. Conhecemos uma série de empreendedores, em vários segmentos, que conseguem chegar lá. E eles têm as mesmas 24 horas que todos nós temos. Normalmente, quando se usa essa desculpa, não se trata de falta de tempo, e sim falta de definir o que é – ou não é – prioridade naquele dia ou momento. Aprender a dizer “não” pode fazer a diferença.

Embora cada uma das desculpas acima tenha algum embasamento, não deixe que elas impeçam você de atingir seus objetivos! Trabalhe naquilo que você pode interferir, começando por si mesmo e seu ponto de vista. Tenha sempre em mente seu propósito; por que você começou seu negócio ou carreira? Qual o próximo passo para chegar aonde você deseja? Essas questões vão lhe ajudar a ter um mindset de vencedor, de protagonista da sua história.

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Por Marcelo Pimenta (Menta90). Jornalista, professor e criador do blog Mentalidades.
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