Eduardo Miguel Pardo descobriu-se artista depois dos 40 anos. Cansado da vida executiva, queria estar em contato com a natureza e encontrou, há 17 anos, numa área degradada ao pé do morro em Santo Antônio do Pinhal (em SP, na divisa com Minas) seu recanto para construir seu atelier e reinventar sua vida. “Estava de saco cheio da vida corrida” revela ele. “Eu não estava satisfeito e daí descobri que eu tinha uma veia artística – e investi nisso com tudo” conta ele, que tem suas obras espalhadas em 77 países do mundo. “Hoje transformo carroço de pêssego em joaninha”.

Ele me recebeu no sítio numa manhã do início da primavera de 2016.

No bate papo, você fica sabendo como tudo começou – e o que ele apronta com rolhas, troncos e arames que recolhe pela rua.

 

Uma das minhas principais curiosidades durante a visita, era entender como ele “enxerga” a obra pronta a partir da matéria-prima. E ele me mostrou como ele assimila a energia dos materiais e  a obra vai ganhando vida. “Se você não acreditar é só um toco de madeira. Se você acreditar, é um cavalo”. Veja você mesmo.

Dentro do conceito de sustentabilidade, Eduardo mantém um viveiro.

Ele prepara a terra para as mudas reunindo serragem e restos da madeira descartadas no processo de produção dos móveis e objetos.  As sementes e mudas ele consegue na base do bom e do velho escambo, trocando com amigos e visitantes.

Os produtos prontos ficam expostos no showroom, que fica logo na entrada do sítio. Ele mostra em detalhes um dos produtos que mais vendem no momento, o yin yang.

Além disso, mostra como ele faz as estruturas a partir do reaproveitamento de palitos de hashi – reaproveitados dos restaurantes japoneses.

O estoque é limitado – as vendas acontecem por indicação boca-a-boca.

Toda peça é numerada e os clientes estão espalhados em 77 países do mundo.

 

No final da visita, uma última surpresa.

As embalagens são feitas na hora, com desenhos feitos à mão, no maior capricho. Confere só

Para saber mais do Atelier e encomendas, através da página do Facebook (segundo ele, o principal canal de venda que ele tem hoje, atendendo cliente a cliente, um a um). Ele ainda aceita visitas num chalé para aluguel – e ainda tem cursos de “como fazer  o que você quiser” com duração média de um turno.  Visitas são sempre bem-vindas, porém é recomendável o agendamento prévio.

 

Por Marcelo Pimenta (Menta90). Jornalista, professor e criador do blog Mentalidades.
Conheça as palestras e cursos que ele oferece e saiba como ele pode te ajudar a inovar.

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