Quiosque da Amazon na Avenida Paulista propicia a experiência do usuário com e-readers. Ação está alinhada com as principais tendências para o varejo apresentadas pela Cisco na NRF

Semana passada saí de uma reunião na Aceleratech e caminhando em direção a minha casa tive uma surpresa! Um quiosque da Amazon? Ou seria da Kindle?

A foto abaixo mostra o espaço, com destaque para o logotipo de ambas as marcas. Logo pensei: preciso saber mais sobre isso, pois já tínhamos registrado o surgimento da primeira loja física da Amazon no mundo e precisava saber mais sobre o que exatamente estava acontecendo.
MARCELO_FOTO_blog- 1-2-2016

Por meio de um cartão que consegui no stand, acessei a assessoria de imprensa e enviei algumas perguntas. Recebi as respostas às minhas dúvidas do gerente-geral para Kindle daAmazon.com.br, Alexandre Munhoz. Ele explicou que o quiosque pretende proporcionar  “a experiência para leitura oferecida pela Amazon.com.br para os clientes brasileiros”, permitindo o manuseio e uso dos diversos modelos de e-readers, além de esclarecer dúvidas e apresentar  serviços como o Kindle Unlimited.

Perguntei sobre o feedback dos usuários e a informação é que “os melhores resultados são os muitos clientes felizes, que tem visitado o quiosque, conhecendo nossos produtos e serviços voltados para leitura”. Logo me veio à cabeça o ditado título desse post:– Passarinho que acorda cedo bebe água limpa.

Esses caras mais uma vez saem na frente, buscando ‘evangelizar’ o consumidor a experimentar as novas tecnologias. Isso tem tudo a ver com o que vi e ouvi sobre as tendências de varejo apresentadas na National Retail Federation – NRF – uma das principais feiras do comércio no mundo, em Nova York: o varejo não é mais comércio, é cada dia mais serviço e entretenimento.

E é isso que a Amazon busca com esse quiosque, oferecer a oportunidade de experimentar uma tecnologia ainda nova para a maioria das pessoas. É ao mesmo tempo serviço e lazer para cativar novos adeptos para os livros eletrônicos.

A NRF se tornou um evento global, uma espécie de “abertura da temporada 2016 para o varejo”, é bom ficar atento para saber do que vem por aí. Muitos brasileiros estiveram por lá (enfrentando o frio) e tiveram a oportunidade de se atualizar sobre as principais previsões para o varejo (como essas, que constam no relatório da Cisco sobre o futuro do comércio):

-> O segmento tem potencial de gerar 506 bilhões de dólares em negócios até 2018. Mas atualmente realiza apenas 15% desse montante;

-> Ao mesmo tempo em que é uma grande oportunidade, a disrupção do setor é também a maior ameaça de quem está hoje no mercado;

-> Os ganhos poderão vir da combinação de iniciativas em diferentes direcionadores do negócio: produtividade dos empregados, inovação, melhoria da experiência do usuário, utilização dos ativos existentes, logística e gestão de estoques e sustentabilidade.

Para quem quiser saber mais para criar estratégias para competir nesse mercado, o  relatório da Cisco está disponível na íntegra (em inglês). Sobre a NRF, quem quiser conhecer a visão de um brasileiro que acompanhou a trilha de engajamento do consumidor, o professor Edson Talarico (de quem sou fã desde 1992, quando ele foi meu professor na ESPM em Porto Alegre) estava por lá e gravou uns vídeos, que disponibilizou no seu Facebook. O primeiro está aqui e a partir dele você encontra os outros. Você vai notar, novamente, que o desafio não é pequeno: além de investimento em tecnologia, o varejo precisa rever seus processos e requalificar sua força de trabalho. Se a carga vai ser pesada, melhor começar logo! Mãos à obra!

 

Por Marcelo Pimenta (Menta90). Jornalista, professor e criador do blog Mentalidades.
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